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Uma viagem até Fânzeres

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       Era quinta-feira e estava um fim de manhã bonito do mês de Maio. Eu olhava muitas vezes para o céu e sorria.
       Quando cheguei a casa e já instalado à mesa, com o almoço à espera, contei à sua mulher e à sua filha:
       — Hoje tive uma experiência extraordinária, fora de série mesmo: Acerca daquele sonho, que já vos contei há alguns dias sobre Fânzeres… Lembrai-vos? Hoje de manhã fui até lá. Alguém me disse, nesse sonho, para ir, no metro que vai até Gondomar e que no fim dessa linha “Eles” iam aparecer. Obviamente que fui. Entrei no metro no Hospital de São João e cheguei à Trindade já passava das 10 horas da manhã. Após esperar um pouco, entrei num outro que me levou até Gondomar. Nunca viajara para esses lados, mas, confesso - gostei.
      Passei pela paragem que dá acesso ao estádio do Futebol Clube do Porto e prossegui sempre em direção ao fim da linha. O dia estava bonito e eu estava encantado com a paisagem.
       Levou ainda um tempo, mas cheguei a Fânzeres.
     Saí. Era um lugar deserto onde não havia nem casas, nem nada. Entretanto, a composição seguiu para fazer a inversão de marcha.
      Caminhei um pouco para nascente e vi ao longe uma rua onde observei, ao longe, um café, mas onde não iria, pois, era longe e desejava regressar ainda no mesmo metro.
      Fiquei ali a olhar para esse sitio deserto. Virei-me novamente para oeste agora em direção à linha. Do outro lado via um terreno extenso cheio de frondosas árvores. Não podia acontecer nada de extraordinário ali. Fiquei algo dececionado, mas pensei ter-me enganado. Poderá ser noutra altura. O metro vinha já em andamento pela linha e parou. Olhei para o espaço azul por cima daquelas árvores lindas e de repente que vejo? Gaivotas voando num círculo perfeito. Cerca de 9 gaivotas giravam, no espaço, por cima daquelas árvores.
      De repente pensei: afinal o que procurava está aqui. Este é o sinal extraordinário do meu sonho. Olhei em frente e reparei que o metro estava parado à espera de possíveis pessoas para transportar.  Ainda estava um pouco longe, mas acenei à motorista que conduzia a composição. Ela viu-me e fez um gesto de concordância. Ela esperaria.
      Assim foi esta manhã. Estou muito contente. “Eles” afinal existem. “Existem mesmo”!
      

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